quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Meia, meia, meia, meia ou meia?










             Meia, meia, meia, meia ou meia?

   Recebi este e-mail de uma amiga e, apesar de desconhecer a autoria, vou compartilhá-lo com vocês porque achei muito engraçado:

   Na recepção de um salão de convenções em Fortaleza:
   - Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso.
   -Pelo seu sotaque, vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
   -Sou de Maputo, Moçambique.
   -Da África, né?
   -Sim, sim, da África.
   -Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.
   -É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade...
   -Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.
   -Desculpe, qual sala?
   -Meia oito.
   -Podes escrever?
   -Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68.
   -Ah, entendi, meia é seis.
   -Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação. A organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas etc. gostaria de encomendar?
   -Quanto tenho que pagar?
   -Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia.
   -Hummm! Que bom. Aí está : seis reais.
   -Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
   -Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?
   -Isso, meia é cinco.
   -Tá bom, meia é cinco.
   -Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
   -Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte.
   -Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
   -Pensei que fosse às 9:05, pois meia não é cinco? Você pode escrever aqui a hora que começa?
   -Nove e meia, assim, veja 9:30.
   -Ah, entendi, meia é trinta!
   -Isso mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa, senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
   -Sim, já estou na casa de um amigo.
   -Em que bairro?
   -No Trinta bocas.
   -Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis bocas?
   -Isso mesmo, no bairro Meia boca.
   -Não é Meia boca, é um bairro nobre.
   -Então deve ser Cinco bocas.
-Não, Seis bocas, entende? Seis bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso Seis bocas. Entendeu?
   -Acabou?
   -Não, senhor, é proibido entrar no evento de sandálias. Coloque uma meia e um sapato...
   O africano enfartou...

   Rir de vez em quando é bom!
   Bom proveito!
   Até breve.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

pelo / pela










 
 



                                pelo / pela

Pelo é a aglutinação da antiga preposição per com a antiga forma do artigo definido ou pronome demonstrativo lo. Per+lo gerou a palavra pello, cuja forma atual é pelo.

Assim como pela é a aglutinação da preposição per com a antiga forma do artigo definido ou pronome demonstrativo la. Per+la gerou a palavra pella, cuja forma atual é pela.

Se pelo já tem o e pela já tem a, por que usar o depois de pelo e a depois de pela?

Seguem exemplos corretos desse uso:

Chorou pela morte do filho.
Procurou pela irmã.
Seguiu pelo caminho.
Passou pela porta.

Não mostro exemplos do uso incorreto para não fixá-lo.




 
 
 


De presente, essas criaturas lindas com outro tipo de pelo.
Por hoje é só.
Até breve.

Se quiser acessar meu e-mail: ana_prosini@yahoo.com.br
Meu telefone: (81)3325 3993.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Argumentação














                       ARGUMENTAÇÃO



    Já que tratamos de redação na postagem anterior, e argumentação é importante no ato de redigir, hoje vamos falar de argumentação.

   O que é argumentar?

   Argumentar é saber relacionar fatos e opiniões para discorrer sobre uma ideia.

   Sabemos que o texto argumentativo visa a um destinatário cujo objetivo é convencê-lo.

   Quando se argumenta, deve-se levar o leitor a concordar com os fatos demonstrados.

   Como a redação é um texto curto, há necessidade de concisão e precisão para levar o leitor ao que se deseja. Para tanto, é preciso expor a questão no início do texto para tomar uma posição, que deve ser sempre impessoal, o que obriga a citar um autor conhecido ao invés de quem redige se posicionar.

   Regras para uma boa argumentação: a) nunca afirmar algo que não possa ser provado; b) os exemplos devem ser coerentes; c) as citações devem ser confiáveis; d) deve-se comprovar os argumentos com experiências coerentes; e e) só se pode redigir bem com base em estudos e pesquisas.

   Quanto à estrutura do texto: a) deve haver uma lógica de pensamentos; b) no início deve-se apresentar o assunto e a problemática sem se contradizer; c) em seguida são apresentados os argumentos, exemplos e citações; d) as ideias devem terminar com uma conclusão, que deve ser prevista pelo leitor.

   Enfim, a argumentação investiga fatos que geram opiniões na busca da opinião mais coerente.

   O objetivo da argumentação é fazer com que o leitor concorde com possíveis contra-argumentos.

   E não se esqueça: é preciso ler muito para ter um bom domínio do assunto.

   Sem falar na criatividade, que é o que os corretores mais buscam nas redações de vestibulares e concursos.

   Por hoje é só.

   Até breve!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Redação













                               Redação



   Li na Veja de 29/10/2014 que Marina Rubini tirou a nota máxima na redação do Enem por dois anos consecutivos e, hoje, cursa medicina e tem, como atividade paralela remunerada, dar dicas de como fazer uma boa redação.
   Diz ela que os erros mais comuns são em concordância verbal e gramática e que quem a procura tem problemas com a argumentação, ao que ela responde que é preciso ter informação e saber contextualizá~la.
   Acrescenta que é melhor dirigir-se a um público amplo do que escrever pensando num leitor imaginário específico, pois o bom escritor escreve de tal maneira que qualquer pessoa possa entender. Isso vem do hábito de leitura.
   Prossegue dizendo que, antes da faculdade, lia quatro livros por mês.
   Seus conselhos são: a) jamais escrever gírias e palavras que possam ferir alguém; b) num tema sobre cotas raciais não se deve dizer que os cotistas "são aproveitadores de vagas"; c) ter sempre em mente a questão dos direitos humanos; d) fazer pelo menos duas redações por semana durante o ano do vestibular; e e) lapidar cada palavra, cada frase, porque escrever bem não é um dom, mas um exercício.
   Achei boa a experiência dela e pensei em compartilhar com vocês.
   Espero que tenham gostado.
   Bom proveito e
   Até breve.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Passar de na indicação de horas













               Passar de na indicação de horas

   Quando cheguei ao museu já passava das dez horas.

   Com a expressão passar de na indicação de horas, o verbo fica no singular.

   Passa das dez horas e o carteiro não chegou.
   Passa das doze horas e o almoço não foi servido.

   Isso vale para qualquer tempo do verbo:

   Já passou das oito e o filme não começa.
   Passava das nove e o professor não chegava...

   Por hoje é só.

   Bom proveito!

   Até breve.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Ainda sobre os demonstrativos














                                      Ainda sobre os demonstrativos



    Ana diz: Eu mesma fiz o trabalho.
   Ana e Cecília dizem: Nós mesmas fizemos o trabalho.

   Roberto diz: Eu mesmo fiz o trabalho.
   Roberto e Armando dizem: Nós mesmos fizemos o trabalho.

   Por quê?

   Porque o demonstrativo mesmo concorda com a pessoa que está falando...

   O mesmo acontece com o demonstrativo próprio:

   Ana diz: Eu própria fiz o trabalho.
   Ana e Cecília dizem: Nós próprias fizemos o trabalho.

   Roberto diz: Eu próprio fiz o trabalho.
   Roberto e Armando dizem: Nós próprios fizemos o trabalho.

   Mais exemplos?

   A moça é a mesma que veio ontem.
   Os meninos são os mesmos que vieram ontem.
   A própria professora refez a prova.
   Os próprios professores refizeram a prova.

   Qual o motivo de tocarmos no assunto?
   Vendo TV, ouvindo rádio, assistindo a palestras, muito frequentemente vemos as pessoas se equivocando com o uso desses pronomes.
   E... como é de meu costume, não vou colocar o modo inadequado para não confundir o leitor.

   Obrigada pela atenção, bom proveito e

   Até breve!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Este, esse e aquele












                         Este, esse, aquele

   Este, esse. aquele, são pronomes demonstrativo e indicam a pessoa, o lugar e o tempo.

   Assim:

   Pessoa:

   Este carro é meu.
   Esse carro é teu.
   Aquele carro é dele.

   Lugar:

   Este carro (aqui) é meu.
   Esse carro (aí) é teu.
   Aquele carro (lá) é dele.

   Tempo:

   Esse ano que passou foi ruim.
   Este ano que começa será bom.
   Aquele ano de 1977 deixou saudades...

   Aos pronomes este, esse e aquele correspondem isto, isso e aquilo, que são invariáveis e se empregam exclusivamente como substitutos dos substantivos. Assim:

   Isto é meu.
   Isso na sua mão é seu?
   Aquilo na mão de Lúcio não é dele.

   São demonstrativos: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s), aqueloutro(s), aqueloutra(s),mesmo(s), mesma(s), próprio(s). própria(s), tal, tais, semelhante(s); isto, isso, aquilo, o, a, os, as. 

   Acho que deu para clarear um pouco, não?

  Então não admita que alguém lhe diga que este e esse são a mesma coisa, ou que este é usado no Nordeste, e esse no Sul.

   Até breve!