segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Concordância nominal
CONCORDÂNCIA NOMINAL
1. REGRA GERAL
VEJA:
A menina Uma escada
artigo substantivo numeral subst.
fem. sing. fem. sing. fem. sing. fem. sing.
Esses meninos Belas praias
pronome substantivo adj. subst. masc. pl. masc. pl. fem. pl. fem. pl.
O artigo, o pronome, o numeral e o adjetivo concordam em gênero e número com o substantivo.
O adjetivo pode exercer a função sintática de adjunto adnominal, como no exemplo acima; e de predicativo, como nos exemplos abaixo:
Assim:
A praia é bela.
As praias são belas.
Nesse caso bela e belas exercem a função de predicativo.
Por hoje é só.
Até breve!
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Concordância verbal - Concordância do verbo ser
Concordância verbal
Concordância do verbo ser
A concordância verbal acontece entre o verbo e o sujeito da oração, mas, no caso do verbo ser, ela pode se processar entre o verbo e o predicativo do sujeito.
A concordância será com o predicativo do sujeito:
1. quando o sujeito for os pronomes isto, isso, aquilo, tudo, o.
Exemplos:
Isto são problemas que afetam o planeta.
Nem tudo alegrias na vida de Maria.
Tudo isto eram coisas do passado.
Aquilo não eram comportamentos que se esperassem dos alunos.
O que aprecio em Fernanda são seus bons propósitos.
2. quando o sujeito no singular se referir a coisas, e o predicativo estiver no plural.
Exemplos:
O lençol eram uns trapos que ele conseguira esmolando.
A esperança eram uns retratos que ela guardava numa caixa.
A reunião foram uns avisos que a presidente tinha que dar.
Notas:
a) Se se quiser enfatizar o sujeito, o verbo pode concordar com ele.
Exemplo:
O amor verdadeiro é só alegrias.
b) Se o sujeito for pessoa, o verbo concorda com ele:
Exemplo:
Eugênio é só alegrias com o nascimento do filho.
3. quando o sujeito é o pronome interrogativo que ou quem.
Exemplos:
Quem são aqueles jovens com a bandeira do Brasil?
Que são aqueles fogos?
4. quando o verbo ser indica hora, distância ou período de tempo.
Exemplos:
São sete horas da manhã.
São três mil quilômetros até São Paulo.
De 1937 a 2015 são 78 anos bem vividos.
Nota:
Nas datas, admitem-se duas concordâncias.
Exemplos:
Hoje é 7 de setembro.
Hoje são 7 de setembro.
5. quando o sujeito é formado por números que indicam quantidade, medida, preço etc.
Exemplos:
Oito milhões de tijolos é pouco.
Sete reais é um absurdo!
Oito meses é muito na vida de um cãozinho.
6. quando o predicativo é um pronome pessoal do caso reto.
Exemplos:
Os assaltantes fomos nós.
O professor sou eu.
7. quando o sujeito for coletivo ou partitivo.
Exemplos:
O resto são migalhas de pão.
A grande maioria são pessoas insatisfeitas.
A maior parte trabalham na fábrica.
Por hoje é só.
Espero ter ajudado!
Até breve!
sábado, 15 de agosto de 2015
concordância verbal 4
Concordância verbal 4
2. Sujeito composto
a) Quando o sujeito é composto, ou seja, tem mais de um núcleo, e é posposto ao verbo, o verbo vai para o plural ou concorda com o núcleo mais próximo.
Exemplos:
Desejavam Veridiana e Priscila o mesmo curso.
Desejava Veridiana e Priscila o mesmo curso.
b) Quando o sujeito é formado por núcleos sinônimos, o verbo fica no singular ou pode ir para o plural.
Exemplos:
A alegria e o contentamento embelezavam aquele rosto.
A alegria e o contentamento embelezava aquele rosto.
c) Quando os núcleos do sujeito constituem gradação de ideias também o verbo fica no singular ou pode ir para o plural.
Exemplos:
Uma palavra, uma página, um livro, não satisfaziam sua sede de saber.
Uma palavra, uma página, um livro, não satisfazia sua sede de saber.
d) Quando os núcleos do sujeito são verbos no infinitivo, o verbo fica no singular.
Exemplo:
Nadar e correr é a vida de Eduardo.
e) Quando os componentes do sujeito são resumidos por pronome indefinido - tudo, nada, ninguém - o verbo fica no singular.
Exemplo:
Chefe, colegas, clientes, ninguém duvidava da competência da funcionária.
f) Quando os componentes do sujeito são ligados por ou, acontece o seguinte:
* o verbo concorda com o mais próximo e fica no singular se a conjunção indicar exclusão ou retificação;
* o verbo vai para o plural se a conjunção indicar que o verbo se refere aos dois sujeitos.
Exemplos:
Malu ou Mariana será rainha da primavera na escola.
Malu ou Mariana dançarão na festa da primavera.
g) Quando os componentes do sujeito são ligados por nem, o verbo vai para o plural.
Exemplo:
Nem João nem Gabriel jogarão bola no sábado.
h) Quando o sujeito é a expressão um ou outro, o verbo fica no singular.
Exemplo:
Um ou outro será premiado no fim da competição.
i) Quando o sujeito é formado pelas expressões um e outro nem um nem outro, o verbo fica no singular, mas pode ir para o plural.
Exemplos:
Um e outro fizeram a tarefa.
Um e outro fez a tarefa.
Nem um nem outro jogou bola.
Nem um nem outro jogaram bola.
j) Quando os componente do sujeito são ligados por com, o verbo fica no singular se se desejar enfatizar o primeiro elemento, mas vai para o plural quando não há esse desejo.
Exemplos:
Ana com sua cachorrinha foram passear.
Ana, com sua cachorrinha, foi passear.
l) Quando os elementos do sujeito são ligados por conjunção comparativa, o verbo fica no singular ou pode ir para o plural.
Exemplos:
A cebola como a batata ficaram mais caras.
A cebola como a batata ficou mais cara.
m) Quando aparece a expressão haja vista, a palavra vista é sempre invariável, mas podem ocorrer três construções.
Exemplos:
A turma não estudou. Haja vista as provas resolvidas pelos alunos.
A turma não estudou. Haja vista às provas resolvidas pelos alunos.
A turma não estudou. Hajam vista as provas resolvidas pelos alunos.
No Brasil, a construção mais utilizada é a primeira.
Por hoje chega, não é?
Na próxima postagem continuamos.
Até breve!
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Concordância verbal 3
Concordância verbal 3
Verbos impessoais
Com verbo impessoal, o sujeito é inexistente - o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular.
Os verbos impessoais são:
Haver no sentido de existir
Fazer indicando tempo e
Verbos que indicam fenômenos meteorológicos.
Exemplos:
Havia muitas pessoas no movimento político.
Fazia horas que Maria do Céu esperava pelo ônibus.
Chovia muito no Recife.
Observação 1: Se o verbo impessoal aparecer numa locução verbal, a construção é a mesma.
Exemplo:
Poderia haver aposentados menos infelizes...
Observação 2: O verbo existir não é impessoal. Logo concorda com o sujeito:
Exemplo:
Existiam muitas pessoas naquele lugarejo.
Observação 3: Os verbos que indicam fenômenos meteorológicos usados em sentido figurado não são impessoais. Logo concordam com o sujeito.
Exemplo:
Choveram cartazes exigindo reforma imediata.
Observação 4: Na língua falada no Brasil, o verbo haver, quando impessoal, é quase sempre substituído pelo verbo ter.
Exemplo:
Na lanchonete tinha duas meninas.
Por hoje é só, mas há mais concordância verbal, que veremos na próxima postagem.
Até breve!

domingo, 19 de julho de 2015
Concordância verbal 2
Concordância verbal 2
2. Casos especiais
1. Sujeito simples
a) o sujeito é uma expressão partitiva: (parte de, uma porção de, a maioria de); nesse caso, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural.
Exemplos:
Uma porção de maçãs estava estragada.
Uma porção de maçãs estavam estragadas.
b) o sujeito é um número percentual ou número fracionário; nesse caso, o verbo concorda com o numeral.
Exemplos:
7% das maçãs estavam estragadas.
3/4 das maçãs estavam estragadas.
1% das maçãs estava estragada.
1/3 das maçãs estava estragado.
c) o sujeito é a expressão mais de um; nesse caso, o verbo fica no singular:
Mais de um político se sentiu ameaçado pela fala do juiz.
d) o sujeito é o pronome relativo que: nesse caso, o verbo concorda com o antecedente do que:
Exemplos
Fui eu que vi o filme.
Fomos nós que vimos o filme.
e) o sujeito é o pronome relativo quem; nesse caso, o verbo concorda com quem e fica na 3ª pessoa do singular; ou concorda com o antecedente do quem:
Exemplos:
Fui eu quem viu aquele acidente.
Fui eu quem vi aquele acidente.
f) o sujeito é a expressão um dos que; nesse caso, o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou pode ir para a 3ª pessoa do plural:
Exemplos:
Fui um dos que saíram na coluna social.
Fui um dos que saiu na coluna social.
g) o sujeito é um pronome indefinido, interrogativo ou indefinido no plural, seguido de nós ou vós; nesse caso, o verbo concorda com o primeiro pronome ou concorda com nós ou vós:
Exemplos:
Muitos de nós foram ao parque.
Muitos de nós fomos ao parque.
h) o sujeito é um nome que só tem plural e não é precedido de artigo; nesse caso, o verbo fica no singular:
Exemplo:
Campinas é uma cidade do Estado de São Paulo.
i) o sujeito é um nome que só tem plural, mas é precedido de artigo; nesse caso, o verbo vai para o plural:
Os Estados Unidos são muito criticados por alguns políticos.
Porém... se o sujeito for o nome de uma obra artística, o verbo poderá ficar no singular ou ir para o plural:
Exemplos:
Os Lusíadas foram escritos por Camões.
Os Lusíadas foi escrito por Camões.
j) o sujeito é um coletivo no singular; nesse caso, o verbo fica no singular:
Exemplo:
A boiada passava lentamente.
Porém... se o coletivo vier seguido de uma expressão no plural, o verbo pode concordar com ela:
Exemplo:
A turma de alunos entrou correndo na sala.
A turma de alunos entraram correndo na sala.
Ainda... se o coletivo estiver distante do verbo, este poderá ir para o plural:
Exemplo:
A turma entrou na sala e aparentavam cansaço..
k) o sujeito é um pronome de tratamento; nesse caso, o verbo fica na 3ª pessoa do singular se o pronome estiver no singular, e vai para a 3ª do plural se o pronome estiver no plural:
Exemplos:
V. Excelência pode me ouvir?
Suas Excelências acabaram de chegar.
l) o sujeito é um número de horas; nesse caso, os verbos dar, bater e soar concordam com o numeral:
Exemplos:
Deram quatro horas quando o filme começou.
Bateu uma hora quando o filho chegou da festa.
Soaram oito horas quando cheguei da rua.
Porém... se o sujeito for a palavra relógio, sino, carrilhão, o verbo fica no singular.
Exemplo:
O relógio deu duas horas quando o trem partiu da estação.
m) no caso do se como partícula apassivadora, o verbo concorda com o sujeito paciente:
Exemplos:
Consertam-se relógios.
Conserta-se relógio.
n) no caso do se como índice de indeterminação do sujeito, o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular:
Exemplo:
Falava-se bem de todos no Plenário.
Dirige-se mal no país.
Hoje deu para cansar, não é?
Espero ter ajudado!
Até breve!
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Concordância verbal
Concordância verbal
Regras gerais
Muitas pessoas fazem concordâncias inadequadas; algumas ferem os ouvidos, mas, continuando no meu estilo, não vou mostrá-las aqui para que não sirvam de exemplo.
O que é concordância verbal? É a concordância do verbo com o sujeito em pessoa e número:
1. Quando o sujeito é simples:
a) claro:
Mariana desenha bem.
Mariana = ela - 3ª pessoa (concordância de pessoa)
Mariana é uma pessoa (concordância de número)
b) subentendido:
Não fomos ao cinema. (sujeito: nós)
c) anteposto:
João Pedro joga bola.
d) posposto:
Estarão presentes todas as crianças do edifício.
2. Quando o sujeito é composto:
a) o sujeito composto por elementos da 3ª pessoa gramatical leva o verbo para a 3ª pessoa do plural:
Tatiana e Fernanda estão voltando da viagem.
b) o sujeito composto por elementos de pessoas gramaticais diferentes leva o verbo para o plural, obedecendo à lei de prevalência:
* a 1ª pessoa prevalece sobre as outras:
Gabriel e eu fizemos uma aposta.
Gabriel - 3ª pessoa do singular
Eu - 1ª pessoa do singular
Nós - 1ª pessoa do plural
* a 2ª pessoa prevalece sobre a 3ª:
Malu e tu ireis ao térreo.
Malu - 3ª pessoa do singular
Tu - 2ª pessoa do singular
Vós - 2ª pessoa do plural
Nesse caso, o verbo poderá ir para a 3ª pessoa do plural:
Malu e tu irão ao térreo.
Vamos parar por aqui que o assunto é extenso.
Continuamos na próxima.
Até breve!
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Regência verbal
Há verbos que exigem a presença de outros termos. Chamamos a esse estudo: Regência verbal.
Nesse caso, o verbo é chamado regente, e o termo que completa seu significado é chamado regido.
Assim: Gabriel joga bola.
joga = regente
bola = regido
Quando há mudança de regência, há mudança de significado.
Exemplo:
Mariana aspira o perfume das flores.
Malu aspira a uma profissão que a realize.
Sem a preposição a, o verbo aspirar significa cheirar.
Seguido da preposição a, o mesmo verbo significa pretender.
Não vamos poder estudar todos os verbos de nossa língua, mas vamos a alguns, por exemplo, o verbo ir aparece nas conversas, nas letras de música, com a preposição em, mas, na linguagem culta formal, o verbo ir rege as preposições a e para. Exemplos:
João Pedro foi ao parque.
Luís Henrique foi para os Estados Unidos.
Para estudar regência verbal, agrupamos os verbos de acordo com sua transitividade, que não é absoluta; um verbo pode ter mais de um significado de acordo com as relações entre seus complementos, como vimos com o verbo aspirar.
Assim:
Os verbos podem ser intransitivos, ou seja, não precisam de complementos:
Tatiana chegou a Roma num dia de chuva.
Fernanda foi para a França.
Chegar e ir são quase sempre acompanhados de adjuntos adverbiais de lugar: Roma e França.
As preposições a e para indicam direção ou destino.
Os verbos podem também ser transitivos diretos, ou seja, não precisam de preposição para que a relação de regência seja estabelecida e são complementados por objetos diretos: Exemplo:
Beto visitou suas avós.
visitou = verbo transitivo direto; suas avós = objeto direto
Quando são transitivos indiretos, os verbos são complementados por objetos indiretos. Exemplo:
Duda obedece aos pais.
Pedrinho simpatiza com João.
Obedecer e simpatizar são verbos transitivos indiretos; aos pais e com João são objetos indiretos porque estão ligados ao verbo com o auxílio das preposições a e com.
Não vou fazer lista de verbos pois são muitos; bom mesmo é sair do computador e ler um pouco para aprender regência com os escritores.
Espero ter ajudado um pouco...
Até breve!
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